Prostituição: “A pior violência é a invisível, o preconceito da sociedade”
A Universidade do Porto recebeu o seminário internacional “Trabalho sexual, políticas e direitos humanos”. Pyke Jakobsson, antiga trabalhadora do sexo, foi uma das oradoras.
A Universidade do Porto recebeu o seminário internacional “Trabalho sexual, políticas e direitos humanos”. Pyke Jakobsson, antiga trabalhadora do sexo, foi uma das oradoras.
“Operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras resultou em três detenções. Mulheres “passavam fome” e eram “espancadas e violadas”.”
“Mulheres de rede de prostituição desmantelada pelo SEF que serão vítimas de tráfico eram africanas, segundo Observatório de Tráfico de Seres Humanos. Rede teria elementos no Senegal, Portugal, Guiné-Bissau, Espanha, Luxemburgo, França e Itália.”
«“A prostituição voluntária é um mito; é violência sexual, económica e afectiva”, assinalam organizações da sociedade civil no Fórum Feminista, que reúne em Bruxelas especialistas de toda Europa e América Latina.»
“Organizações que defendem direitos das mulheres mostraram-se contra a regulamentação da prostituição num debate em Lisboa. Trata-se de “regulamentar a violência”, alegam.”
“Inspetores do SEF denunciam que há muito mais estrangeiros vítimas de exploração laboral em Portugal, do que dizem os números oficiais”
“A JS quer que o PS se afirme a favor da regulamentação do trabalho sexual. Os ‘jotas’ defendem também o fim das propinas e que o trabalho temporário seja repensado”
“Na Europa não há um modelo comum que regule a prostituição. Pelo contrário. Cada país parece ter uma perspetiva diferente para encarar o fenómeno: uns regulam e legalizam o negócio, outros castigam mulheres, proxenetas, casas de alterne e clientes. Mas também há estados-membros que simplesmente assobiam para o lado e vão adiando o problema.”
Vereadores comunistas da Câmara de Lisboa entregaram uma proposta que sugere a elaboração de um plano municipal para a prostituição. “Para conhecer melhor a realidade e intervir melhor sobre ela”, diz João Ferreira.
“Dália Rodrigues, diretora técnica da Associação “O Ninho”, critica a utilização do conceito de “trabalho sexual” e sublinha que não se trata apenas de uma “questão de semântica”. Quanto à proposta da JS de legalização do lenocínio, discorda, alertando que “é abrir as portas e facilitar a vida a exploradores e traficantes”.”