Sabrinna Valisce

Sabrinna Valisce experienciou tanto o modelo proibicionista como a total descriminalização da prostituição na Nova Zelândia. Também experienciou a legalização parcial em Queensland e a descriminalização parcial em Sydney. Durante este tempo, foi voluntária no New Zealand Prostitutes Collective (NZPC) com algumas pausas durante duas décadas, até chegar à conclusão de que a descriminalização não conseguia resolver os problemas da indústria do sexo.

Dentro do colectivo, a Sabrinna estava desconfortável com a resistência que encontrava contra os serviços de saída da prostituição e a aceitação de problemas sérios com o novo modelo de descriminalização total. Isto inspirou-a a fazer a sua própria pesquisa sobre o modelo abolicionista. Descobriu então que o que lhe tinham ensinado sobre o movimento abolicionista era uma falsa narrativa de religiosos fanáticos, em vez de representações verdadeiras de activistas, muitos dos quais eram sobreviventes. Deixou os “guarda-chuva vermelhos” e passou os próximos dois anos a descobrir por si só uma compreensão mais alargada do tema, discutindo online com pessoas de vários extremos.

A sua primeira palestra aconteceu por acidente, quando uma outra oradora não apareceu na conferência “World’s Oldest Oppresion” em Melbourne. Passou de membro do público a oradora em apenas quinze minutos antes da conferência. Foi lá que conheceu Julie Bindel e Rachel Moran. Desde aí, o seu activismo começou em força e, apenas três meses depois, foi até ao Parlamento de Westminster em Londres, do outro lado do mundo. Desde aí, falou no parlamento de Brisbane na primeira cimeira australiana contra a exploração sexual, falou também no dia internacional da mulher em Melbourne, foi entrevistada pela Radio New Zealand e pela Women’s Hour BBC em Londres, entre outros.

Juntou-se às reuniões estratégicas para a implementação do modelo nórdico em Victoria, onde trabalha com outros organizações de apoio, deputados, polícias e investigadores. Juntou-se também ao grupo activista Sister Survivor, em que as mulheres podem escrever a jornalistas, média e políticos anonimamente e podem sugerir políticas sem terem de ir a público. Sabrinna é um dos seus poucos membros públicos e fala pelos outros. Sabrinna juntou-se também à direcção de uma organização de apoio chamada Herspace, que providencia serviços para mulheres vítimas de exploração sexual.

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