Raquel Abecasis

Maria Raquel Ferreira Castela Abecasis foi jornalista durante 28 anos na Rádio Renascença, onde desempenhou funções de repórter nacional e internacional (acompanhou particularmente as mudanças e conflitos no médio oriente, incluindo a primeira guerra do Golfo), foi editora de política nacional, chefe de redacção e directora adjunta da Rádio Renascença.

Ao longo de toda a sua vida activa mantive sempre actividade de voluntariado, no Hospital Curry Cabral, no Hospital Miguel Bombarda e é fundadora e voluntária no Refood Estrela.

Em 2017 aceitou o convite de Assunção Cristas para se candidatar pelas listas do CDS como candidata independente à Junta de Freguesia de Avenidas Novas, convite que aceitou e que marcou uma viragem na sua vida profissional.

Actualmente, é eleita na Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas e coordena o trabalho de um grupo que não só está presente na Assembleia de Freguesia, como participa no executivo em coligação com o Partido Socialista.

Está também a coordenar o gabinete dos vereadores do CDS na CML.

Finalmente, está a coordenar o ciclo de sessões Ouvir Portugal, um ciclo de sessões a realizar em todo o país, onde o objectivo é tratar temas determinantes para o país com protagonistas independentes e que tragam novas perspectivas e úteis para os decisores políticos. Esta iniciativa existe a partir de um convite que lhe foi feito, ao Sebastião Lencastre e ao Pedro Mexia pela líder do CDS.

Comunicação na sessão Da política à prática – por um real impacto

Em Outubro de 2017 fui candidata à Junta de Freguesia de Avenidas Novas em Lisboa. Nessa altura confrontei-me com a necessidade urgente de encontrar respostas para um dos maiores problemas do bairro do Alto do Parque que tem assistido nos últimos anos a um significativo agravamento do fenómeno da prostituição nas suas ruas, facto que expõe a degradação humana a que se sujeitam cada vez mais mulheres, muitas delas vindas do estrangeiro.

Este fenómeno tem gerado um ambiente de crescente tensão no bairro e assume contornos cada vez mais graves para todas aquelas que diariamente são transportadas para as ruas do bairro para se prostituírem.

Foi perante esta situação concreta que nós, os eleitos pela freguesia nas listas do CDS, considerámos que não devíamos ficar de braços cruzados e começámos à procura de quem nos pudesse ajudar a construir um projecto integrado para resolver, ou pelo menos, minimizar o fenómeno da prostituição naquela zona da freguesia. 

Pareceu-nos desde logo importante, tirar um retrato o mais exacto possível da situação, procurando saber quem são estas mulheres, de onde vêm e que causas as levarão a sujeitarem-se à prostituição. Achamos também fundamental que a solução encontrada não se limite a ser uma transferência do fenómeno daquela zona da cidade, para um outro bairro. O que queremos propor é uma estratégia consistente para ajudar a diminuir o número de pessoas que se vêm obrigadas a sujeitar-se a uma vida que é, sob todos os pontos de vista, atentatória da dignidade e dos direitos humanos.

Assim a nossa proposta irá no sentido de fazer no bairro do Alto do Parque uma experiência piloto que possa vir a ser alargada a toda a cidade e que tenha resultados efectivos na reintegração destas pessoas.

Propomos que a Junta de Freguesia de Avenidas Novas crie uma equipa multidisciplinar, que congregue as principais instituições no terreno que se dedicam ao combate à prostituição, à pobreza e à toxicodependência, bem como entidades sociais e/ou empresariais, de preferência com sede na Freguesia, a fim de fazer um diagnóstico sério sobre o fenómeno no bairro e depois um acompanhamento individual que possibilite a todo(a)s um plano de vida digno.

Para este objectivo, é fundamental a colaboração com programas específicos, alguns destes já existentes, quer municipais, quer ao nível do estado central.

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