Valentina

Valentina, 21 anos, Lisboa

Não se deve ficar somente preso a debates e teorias: é preciso agir! É a vida de milhões de mulheres e meninas que está em risco. Essas mulheres são violentadas diariamente, várias vezes ao dia, e muitas vivem em condições análogas à escravidão, exploradas enquanto os proxenetas ficam cada vez mais ricos.

Catarina, 28 anos, Porto

Compreendo porque é que ouvir que a prostituição deve ser regulamentada parece, num primeiro impacto, fazer sentido. Mas a minha experiência tem-me demonstrado que uma explicação até rápida sobre o que significa abolicionismo e sobre a realidade das mulheres prostituídas dificilmente não leva a uma abertura no pensamento.

Amanda, 25 anos, Lisboa

Eu sou abolicionista por causa da Ingrid. Minha colega de classe da 4.ª série que engravidou aos 15 anos e não tinha como sustentar a filha. Para ela, a única saída era a prostituição. Eu sou abolicionista porque eu acredito que nós, em momentos de desespero, não precisamos pensar em vender nossos corpos para ter como sobreviver.

O 1.º Encontro Nacional de Jovens Abolicionistas 2021

A 31 de Julho e 1 de Agosto realizou-se o 1º ENJA – Encontro Nacional de Jovens Abolicionistas, uma iniciativa da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, no contexto do projeto “EXIT – Direitos Humanos das mulheres a não serem prostituídas”

Exposição: 18 de mitos sobre a prostituição de Raquel Pedro

Durante o mês de agosto, estará disponível para visita gratuita uma exposição da autoria da artista feminista e jovem abolicionista Raquel Pedro, no Centro Maria Alzira Lemos | Casa das Associações, situado no Parque Infantil do Alvito. As 18 peças procuram ilustrar os 18 mitos associados à prostituição.

Encontro Nacional de Jovens Abolicionistas

Nos próximos dias 31 de julho e 1 de agosto de 2021, terá lugar no Centro Maria Alzira Lemos – Casa das Associações, em Lisboa, o primeiro Encontro Nacional de Jovens Abolicionistas.

Testemunho Raquel P.

Raquel P., 20 anos, Lisboa

Depois de ter começado a ler a sério sobre o assunto, a ver documentários e a informar-me estatisticamente, passei a compreender melhor como funciona a prostituição e como é um sistema.

#SayNoToProstitution

Guilherme C., 21 anos, Lisboa

Só através da criminalização dos compradores de sexo e através da elaboração de programas de saída se pode começar a (re)construir uma mentalidade coletiva assente na dignidade humana.