Retiro Feminista Abolicionista

De 14 a 21 de agosto de 2021, teve lugar no Parque de Campismo de Ria Formosa, no Algarve, em Cabanas de Tavira, o Retiro Feminista Abolicionista, no âmbito do projeto EXIT | Direitos Humanos das Mulheres a não serem prostituídas, coordenado pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres.

Para as participantes, o Retiro serviu como um importante momento de solidificação de laços entre ativistas jovens pela abolição do sistema da prostituição, objetivando o aprofundamento da estratégia jovem feminista abolicionista ao nível nacional. Um trabalho que havia sido iniciado aquando do primeiro Encontro Nacional de Jovens Abolicionistas, que teve lugar de 31 de julho e 1 de agosto de 2021, e que se viu agora edificado através da criação e planeamento de um projeto feminista abolicionista com a duração de 20 meses.

Intercalado com momentos de descontração e lazer, tendo como cenário as bonitas praias do litoral algarvio, o Retiro Feminista Abolicionista consubstanciou a força da nova geração de jovens ativistas feministas abolicionistas em Portugal. Estas jovens afirmam-se através de uma defesa incondicional dos direitos humanos das mulheres e das raparigas e recusam qualquer normalização do sistema da prostituição.

Retiro Feminista Abolicionista
Retiro Feminista Abolicionista

Retiro Feminista Abolicionista

São ativistas que apelam a alternativas feministas e à responsabilização dos agressores e exploradores no sistema da prostituição, ao mesmo tempo que desconstroem estereótipos de género e tabus, apelando a uma sexualidade baseada no prazer mútuo e na igualdade. São jovens que têm estado envolvidas no âmbito do projeto EXIT | Direitos Humanos das Mulheres a não serem prostituídas, em diferentes dos seus momentos e das suas atividades e que querem ver o modelo da igualdade implementado em Portugal.

É de extrema importância promover espaços de criação para as e os jovens, âmbito em que o Retiro Feminista Abolicionista é um exemplo de sucesso, onde possam refletir em conjunto, reafirmando o seu papel ativo e mobilizador no combate ao sistema de prostituição – um sistema predador da juventude, em que a idade média de entrada é de apenas 14 anos.

Reiteramos: é urgente unirmo-nos para defender os Direitos Humanos das mulheres e raparigas a não serem prostituídas, e a viverem livres da exploração sexual!

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